segunda-feira, 20 de maio de 2019

Pão, muito mais que um alimento

O pão na cultura pop e na história
[INTRODUÇÃO]
Quem Quer Pão?
Xuxa
Quem quer pão, quem quer pão, quem quer pão
Que tá quentinho, tá quentinho, tá quentinho
Tão gostosinho, gostosinho, gostosinho
Quero mais um (mais um)

É tão cheiroso e macio
Tão saboroso, uma delícia
Se eu fosse manteiga
Derretia num instante
Ah! Sim
Assim
[...]
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/xuxa/91220/> Acesso em: 20 de mai. 2019.

Será que ao longo do tempo o pão sempre foi macio, como Xuxa cantou em sua música? 
Não!
Já estudamos que, na Mesopotâmia, o pão era um alimento muito diferente porque a sua massa não era levedada. Os egípcios foram os primeiros povos a levedar a massa do pão.
O resultado dessa tecnologia, foi a produção de um alimento macio e saboroso, graças à fermentação alcoólica realizada por fungos conhecidos como leveduras.
No processo, os fungos consomem a glicose da massa, ou desdobram o amido em açúcares simples, que utilizam como produto na fermentação. Neste processo bioenergético, há liberação de dióxido de carbono pelo fungo, que resulta em inúmeras bolhas. Essas bolhas estufam a massa, fazendo-a crescer.
O fungo também libera pequenas quantidades de álcool etílico na massa. Mas não se preocupe! Você não ficará embriagado ao saborear um delicioso pãozinho.

Nome de telenovela dos anos 1980. Fonte: Google imagens.

 Micrografias de varredura da levedura Saccharomyces, o fermento biológico de pão.

 O pão em sentido espiritual.


  O pão e a história, na encruzilhada entre maus entendidos e injustiças sociais... "Se não tem pão... que comam brioches!"
Pergunte ao professor de História sobre essa frase.

Desafio
Como se chama o pão francês em POA?
Ele é francês mesmo?...

[OBJETIVO GERAL]

Essa atividade tem o objetivo geral de:
" Conhecer aspectos biológicos, culturais e históricos dos pão, além de possibilitar aos estudantes um aprendizado sobre o preparo desse alimento, que seja viável em seu cotidiano familiar, considerando inclusive seus conhecimentos prévios sobre o mesmo".

[METODOLOGIA ]
Sabemos que existem outros tipos de fermentos, além da levedura.
Cada estudante deverá escolher um tipo de fermento e produzir uma esponja de massa.
A partir dessa esponja, deverá ser produzida uma receita de pão, que agregue as seguintes qualidades:
  • Menor custo (especificar quanto gastou com os ingredientes para a receita);
  • Sabor;
  • Opção de fermento ("reformável" melhor ainda - constaria como alternativa, quando não se houvesse fermento biológico disponível).
  • Boa textura de massa;
  • Tempo de preparo;
  • Uma possível embalagem, com logotipo de fantasia, caso você fosse comercializar o seu produto.
As ferramentas para confecção de logotipos estão disponíveis nos aplicativos Canvas e Criador de Logotipos ( todos disponíveis na Play Store, gratuitamente). 

[AVALIAÇÃO]
Em data a ser agendada pela professora, os estudantes comparecerão com os seus produtos. 
O trabalho suporta duplas ou estudantes individuais.
A avaliação será em forma de roda de conversa.
As esponjas das receitas deverão ser fotografadas de véspera e postadas no grupo do 2º ano A.
Não é válido pedir ajuda a terceiros ou produzir pão no mercado mais próximo a suas casas!

Bom trabalho!

Profª Monica (Make Limonada)







3 comentários:

  1. Fiz um pão com trigo integral, percebi que a massa fica mais seca, o que exigiu mais agua.

    ResponderExcluir
  2. Minha memória sobre preparo de pães me remete aos domingos na casa da minha vó paterna, dona Ivone.
    A vó Ivone, como eu a chamava, usava um fermento caseiro, que envolvia uma alquimia no seu preparo, que a princípio eu não entendia muito bem.
    O ritual dominical era sempre o mesmo:preparavamos a massa pela manhã e a colocavamos para descansar. Antes do almoço, passávamos a massa no cilindro e só quando ela estivesse bem lisinha e leve, é que podiamos enrolar, dando forma ao pão.
    Depois do cilindro, a massa voltava a descansar. O tempo não era problema.
    Somente após o almoço, colocavamos as assadeiras no forno e nos tirávamos em baixo de um pé de jaca no quintal para tomar tereré.
    No final do ritual, eramos interrompidos pelo aroma que escapava da cozinha e anunciava:o pão está pronto.

    ResponderExcluir
  3. Que delícia Adriel. São memórias tão bonitas e vívidas, que não seria exagero até sentir o cheirinho do pão! Que beleza de memória afetiva sobre alimentos. Isso certamente colaborou para a construção de sua assertividade e inteligência emocional.
    Abraço.

    Monica

    ResponderExcluir